De todos os pecados, justamente o orgulho é um dos mais ignorados no seio da igreja de Jesus. Se, por um lado, seus discípulos tratam de forma implacável quem incorre, por exemplo, em deslizes sexuais, roubos e enganos, por outro, tratam com total tolerância e leniência a arrogância entre cristãos. Pouco se prega sobre o assunto. Pouco se escreve. Pouco se combate. E, assim, os orgulhosos passam a ser vistos com naturalidade por multidões de cristãos. Quando, à luz do evangelho, são uma anomalia. Não é raro ver líderes eclesiásticos, artistas e gente de expressão no meio eclesiástico que se deixam levar pela soberba e pela falta de humildade. Esse mau exemplo passa a ser imitado pelos membros de igrejas e, em pouco tempo, o povo de Deus se vê contaminado por uma epidemia de arrogância — que o digam as redes sociais, onde parece que a arrogância é desejável. Não são poucos os que passam a valorizar, como naturais e desejáveis, títulos, curtidas, cargos, números, fama, reconhecimento e outros aspectos do orgulho humano e pecaminoso. (Maurício Zágari)
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