quinta-feira, 2 de agosto de 2018

As tentativas humanas

As tentativas humanas por encontrar Deus aparte de Jesus Cristo, conforme é-nos dado conhecer nas Escrituras, terminam em naturalismo, ateísmo ou deísmo, que nada mais são do que formas de paganismo. A religiosidade descompromissada como resultado da carência de Deus, não direcionada pela Palavra, termina em superstição e idolatria que, entre outros males, pode, em determinadas circunstâncias, dar a sensação de satisfação para a angustiante carência de Deus. No entanto, este remendo humano torna a situação do homem ainda pior porque, na realidade, ele consciente ou inconscientemente está se enganado e, deste modo, enquanto adota um paliativo espiritual, abandona a procura sincera pela verdade e torna-se, geralmente, imune à genuína proclamação do evangelho de Cristo. Somente o genuíno conhecimento de Cristo nos conduz a Deus e nos liberta as cadeias do pecado. "Como as trevas são dispersas pelos raios furtivos do sol, assim todas as invenções e erros perversivos se desvanecem diante desse conhecimento de Deus."
Hermisten Maia 

A chave para a salvação

Ter fé em Cristo é a chave para a salvação. Aquele que tem fé em Cristo tem a vida eterna e o que não crê nEle não tem. Nada mais nos dará direito aos benefícios de Cristo, a não ser esta fé. Podemos jejuar e nos lamentar pelo nosso pecado, fazer muitas cumprir ordenanças religiosas, dar todos os nossos mantimentos para alimentar os pobres e, apesar disso, não sermos perdoados e perdemos nossa alma. Mas, se tão-somente viermos a Cristo como pecadores culpados e nEle crermos, seremos imediatamente perdoados e nossas iniquidades serão inteiramente tiradas. Sem fé não há salvação; todavia, através da fé em Jesus Cristo, o mais vil dos pecadores pode ser salvo. 
J.C. Ryle

terça-feira, 31 de julho de 2018

Elshaday (Todo-Poderoso)

A palavra hebraica traduzida por Todo-poderoso foi usado cerca de 48 vezes no Antigo Testamento, e ao ser examinado com cuidado revela ser formado pelo pronome “she” (que, quem) e a palavra “day” (bastante). O exegeta Bruce Waltke nos ensina que os eruditos modernos se debruçaram sobre a filologia do termo Shaddai a fim de encontrarem um significado preciso, infelizmente eles não chegaram a um consenso, todavia apontaram as seguintes suposições: “O Poderoso, O forte” e “Aquele que é suficiente”. Não há circunstâncias que o Elshaday (Todo-Poderoso) não possa mudar, não há nenhuma promessa que Ele tenha feito que não possa cumprir, ou tribulações e perseguições que ele não possa nos livrar. O poder de Deus é infinito e isto trás grande conforto e segurança àqueles que confiam e esperam Nele! 
 Alencar Torres da Silva

quinta-feira, 21 de junho de 2018

A essência do calvinismo

A essência do calvinismo está, portanto, na doutrina bíblica do eterno, imutável, soberano, incondicional e eficaz propósito de Deus. Os atributos divinos da independência, imutabilidade, onisciência, onipotência e eternidade, e o claro e abundante ensino bíblico sobre a vontade eterna e soberana de Deus não permitem que o calvinista creia em um Deus sujeito a contingências temporais; em um Deus que seja tomado de surpresa, ou que qualquer coisa no tempo ou na eternidade aconteça À parte de sua vontade. O calvinista crê, juntamente com o autor da Epístola aos Hebreus, em um Deus imutável em seus propósitos (Hb 6:17); crê, assim como Tiago, em um Deus "em quem não pode haver variação ou sombra de mudanças" (Tg 1:17). O calvinista exclama com Jó: "... se ele resolveu alguma coisa, quem  pode dissuadir? O que ele deseja, isso fará" (Jó 23:13). O calvinista afirma com o salmista: "O conselho do Senhor dura para sempre, os desígnios do seu coração, por todas as apóstolo Paulo: "...é Deus quem opera em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Fp 2:13). A vontade soberana, livre, imutável de Deus é a premissa fundamental do calvinismo. Tudo gira em torno dessa verdade bíblica.
Paulo Anglada - As Antigas Doutrinas da Graça, p12

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Um crescente estímulo ao sensacionalismo

É um fato que milhares de pessoas vivem próximas aos nossos notáveis santuários e sequer sonham em entrar neles. Até mesmo a curiosidade parece ter se diluído. Por que isto? De onde vem esta falta de apetite pelos cultos ordinários do santuário? Eu acredito que a resposta, pelo menos em parte, está em algo pouco suspeito. Tem havido um crescente estímulo ao sensacionalismo; e, quanto mais este apetite desordenado aumenta em fúria, mais ele é glorificado, e, ao fim, descobre-se que é impossível satisfazer suas demandas. Aqueles que têm introduzido toda sorte de atrações em seus cultos devem culpar a si mesmos se as pessoas desprezarem seus ensinos mais sóbrios, e deleva ao escandaloso, se não ao blasfemo. Eu não condenaria ninguém, mas confesso que fico profundamente pesaroso com algumas das invenções do moderno trabalho missionário.
C. H. Spurgeon

Sermões água com açúcar

Sermões água com açúcar, disse Calvino, eram aqueles que tomavam passagens "ao acaso", sem prestar atenção ao contexto; em alguns casos, "não é de admirar que erros surjam por todo o lado". Em vez disso, disse Calvino, "tenho procurado, tanto em meus sermões quanto em meus escritos e comentários, pregar a Palavra pura e castamente, e fielmente interpretar suas Sagradas Escrituras".
Matthew Barret - Teologia da Reforma, p.54

terça-feira, 19 de junho de 2018

Reforma Protestante

Sim, a Reforma foi um "evento religioso" e sua preocupação ulterior foi teológica. Mas a história está cheia de movimentos reformadores de viés religioso e ético que se consideravam teológicos na orientação. O distintivo da Reforma, porém é que sua profunda preocupação teológica foi o próprio evangelho. Em outras palavras, a Reforma foi uma ênfase renovada na doutrina correta, e a doutrina que estava no centro das atenções era uma voa compreensão da graça de Deus no evangelho de seu filho, Jesus Cristo.
Matthew Barrett - Teologia da Reforma . p42-43

Sempre que Deus é desonrado...

Sempre que Deus é desonrado, aqueles que amam o Senhor sentem dor e justa indignação. Isso foi o que Davi experimentou quando exclamou, em Salmos 69.9: "O zelo pela tua casa me consome, e os insultos daqueles que te insultam caem sobre mim." O Senhor Jesus citou esse versículo quando purificou o templo, expulsando os cambistas que trataram o santuário de Deus e a adoração do seu povo com desrespeito vergonhoso. Há muito tempo que sinto um peso semelhante em resposta às formas deploráveis com que o Espírito Santo é caluniado, maltratado e mal-interpretado por muitos dentro dos círculos carismáticos.
John MacArthur - Fogo Estranho, p.11

Reconhecer a autoridade da Escritura

Reconhecer a autoridade da Escritura é, pois, algo profundamente libertador. Livra-nos da exigência escrava que nos faz seguir cada tendência cultural, e todas elas, e oferece-nos uma estrutura pela qual podemos julgá-las, como a Igreja Confessional escolheu julgar Hitler, em vez de segui-lo _ a despeito da enorme pressão cultural colocada sobre eles para que se conformassem ao clima cultural que existia. Recuperar a Bíblia permite-nos imitar a Cristo, em vez do mais recente capricho para de uma cultura fragmentada e confusa. 
Alister McGrath - Paixão pela verdade - p53

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Conhecer a Deus

Poder conhecer a Deus é sempre uma iniciativa da graça divina. O nosso conhecimento é um ato de fé, e esta é procedente da graça. Mais: nunca somos ou seremos o padrão de verdade, antes, precisamos sempre validar o nosso prensamento na Palavra, que é a verdade (Jo 17.17). Só pensamos verdadeiramente quando pensamos à luz da Palavra. Por isso, é que conhecer a Deus é algo singular por que somente Deus é soberano e, somente a partir dele podemos conhecer a Deus em sua soberania, portanto, e´um dom da graça do soberano Deus. Este conhecimento, por sua vez, nos liberta para que possamos conhecer a nós mesmos e as demais coisas da realidade.
Hermisten Maia - Introdução à cosmovisão reformada, p 53

Ser realizado

Deixar de relacionar-se com Deus é deixar de ser completamente humano. Ser realizado é ser plenificado por Deus. Nada transitório pode preencher esta necessidade. Nada que não seja o próprio Deus pode esperar tomar o lugar de Deus. Assim mesmo, por causa da decadência da natureza humana, há hoje a tendência natural de se tentar fazer com que outras coisas preencham essa necessidade. O pecado nos afasta de Deus e nos leva a pôr outras coisas em seu lugar. E, como a criança que experimenta e expressa insatisfação quando o pino quadrado não se encaixa no orifício redondo, passamos a experimentar um sentimento de insatisfação. De alguma forma, permanece em nós a sensação de necessidade de algo indefinível de que a natureza humana na sabe, só sabe que não o possui.
Alister E. MacGrath, Paixão pela verdade - p.68 

terça-feira, 12 de junho de 2018

A maior contribuição protestante

A obra evangélica tem sido uma contribuição permanente para o engrandecimento cultural dos povos latino-americanos. A maior contribuição protestante para formação do Brasil contemporâneo é a circulação da Bíblia, garantia de uma nova mentalidade, substancialmente necessária para a própria salvação desta grande República, considerada como líder dos países latino-americanos.
(Matias Gomes Santos - O Brasil Contemporâneo e a Contribuição Protestante)

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Vivo ou Morto

Quando um homem tem o coração frio e desinteressado pela religião, quando suas mãos jamais se empregam na obra de Deus, quando os seus pés desconhecem os caminhos de Deus, quando sua língua quase nunca é usada para louvar ou para a oração, quando seus ouvidos são surdos à voz de Cristo no evangelho e seus olhos cegos à beleza do reino dos céus, quando sua mente está repleta das coisas do mundo e não há lugar para coisas espirituais - quando encontramos essas marcas num homem, a palavra que o descreve é "morto"... Isso explica porque o pecado não é sentido, os sermões não são cridos, os bons conselhos não são seguidos, o evangelho não é abraçado, o mundo não é abandonado, a cruz não é tomada, a vontade própria não é mortificada, maus hábitos não são deixados, a Bíblia raramente é lida e os joelhos jamais se dobram em oração. Porque vemos isso por todos os lados? A resposta é simples: os homens estão mortos.
J. C. Ryle (Vivo ou Morto - p3-4)

terça-feira, 5 de junho de 2018

Com que me apresentarei ao Senhor?

Mas se o homem e a mulher se completam física, psíquica e afetivamente, constituindo assim a vida social - o que de fato está longe de ser isso irrelevante - ambos têm uma matriz metafísica, transcendente: ambos procedem de Deus para viverem com e para Deus. Por isso, a questão que permanece na tela das atenções do homem, ainda que costumeiramente ele não saiba defini-la, é o seu encontro com Deus. Pela perda da dimensão do eterno o homem trilha por atalhos que, quando muito, servem como paliativos para as suas angústias, mas, que ao final, aumentam ainda mais a sua dor e desilusão. Assim, o homem procura alento na filosofia, na arte, na filantropia, na religião, na diversão, no consumo, no sexo, no trabalho e nas drogas. Ainda que algumas dessas fugas possam ser úteis intelectual e socialmente, elas, por si só não resolvem a questão fundamental do ser humano: "Com que me apresentarei ao Senhor?" (Mq 6.6).
Hermisten Pereira da Costa (Igreja Reformada e os Desafios Teológicos e Litúrgicos na Pós Modernidade)

No campo de batalha, o soldado tem um único propósito

No campo de batalha, o soldado tem um único propósito, a saber, satisfazer o oficial que o alistou. De igual modo, Timóteo - e no tocante a isso, todo ministro - deve compreender que sua elevada tarefa "Exige sua alma, sua vida, seu todo". Uma santa paixão deve encher seu ser. Deve dedicar-se completamente ao Senhor que o designou ("o alistou") e que o capacitou para sua tarefa. Todo verdadeiro e fiel servo de Jesus Cristo se dedicará realmente e de todo  coração a sua tarefa, com o fim de agradar a seu mestre.
William Herndriksen (Comentário do Novo Testamento 1Timóteo, 2 Timóteo e Tito p.305)
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