segunda-feira, 27 de julho de 2026

Os conceitos de Rei de Israel e de Servo Sofredor fundiram-se em um homem

O fato de que os conceitos de Rei de Israel e de Servo Sofredor fundiram-se em um homem é visto dramaticamente na visão celestial que se descortinou diante do apóstolo João na ilha de Patmos. Em uma parte da visão, João teve um vislumbre do que havia no céu. Ele ouviu o clamor de um anjo: “Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos?” (Apocalípse 5:2). João relata com emoção solene que não se achou ninguém digno de abrir o livro. Seu desapontamento deu lugar à tristeza: “E eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem mesmo de olhar para ele” (5:4). Nessa altura, um ancião o consolou, dizendo: “Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (5:5). Houve uma mudança abrupta e notável no teor da narrativa, quando um senso de expectativa substituiu a atmosfera de desespero. João aguarda o aparecimento do Leão triunfante. A ironia se completa quando João vê não o Leão, e sim um Cordeiro que fora morto, mas que estava em pé no meio dos anciãos. João registra que o Cordeiro tomou o rolo da mão direita daquele que estava sentado no trono, e milhares de anjos cantavam: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber (…) honra, e glória, e louvor” (5:12). Aqui, o Leão e o Cordeiro são a única e mesma pessoa. O servo reina como Rei. (R. C. Sproul)

O CRISTO, O MESSIAS

O título Cristo é frequentemente muito usado em conjunção com o nome de Jesus, tornando quase o seu nome. Uma pessoa não se refere normalmente a Jesus como “Jesus filho de José” ou mesmo como “Jesus de Nazaré”. Antes, considera-se “Jesus Cristo” o nome completo de Jesus. Visto que a palavra Cristo é entendida como um nome, podemos perder o seu significado total. Em verdade, Jesus é um nome, mas Cristo é um título. Este é usado no Novo Testamento mais frequentemente do que qualquer outro título dado a Jesus. Cristo vem da palavra grega christos, que significa “ungido”. Corresponde à palavra hebraica traduzida por “messias”. Quando Jesus é chamado “Cristo”, ele está sendo chamado “o Messias”. Se tivéssemos de traduzir o nome e o título diretamente para o português, diríamos “Jesus Messias”. Com este título, estamos fazendo uma confissão de fé de que Jesus é o ungido esperado durante muito tempo por Israel, o Salvador que redimiria o seu povo. No Antigo Testamento, o conceito de Messias se desenvolveu em um período de muitos anos, à medida que Deus revelava, de modo progressivo, o caráter e o papel do Messias. A palavra messias significava inicialmente “um ungido de Deus para uma tarefa específica”. Qualquer pessoa que fosse ungida para realizar um serviço para Deus, como um profeta, um sacerdote ou um rei, poderia ser chamada “messias” no sentido mais amplo. Devagar, por meio das declarações proféticas do Antigo Testamento, desenvolveu-se um conceito do Messias, aquele que seria o ungido unicamente de Deus para cumprir uma tarefa divina. Quando os escritores do Novo Testamento atribuíram a Jesus o cumprimento daquelas profecias, eles fizeram uma afirmação de tremenda importância. Estavam dizendo que Jesus era aquele que “estava por vir”. Ele cumpriu todas as promessas de Deus que convergiam na pessoa do Messias. (R. C. Sproul)

O corpo de Cristo

 

A Igreja é chamada “o corpo de Cristo”. Alguns se referem a isso como “a encarnação contínua”. A Igreja existe, certamente, para incorporar e levar avante a missão de Cristo. Por essa razão, a Igreja é inconcebível sem Cristo. Todavia, a Igreja não é Cristo. Ela é fundada por Cristo, formada por Cristo, comissionada por Cristo e capacitada por Cristo. A Igreja é governada por Cristo, santificada por Cristo e protegida por Cristo, mas não é Cristo. A Igreja pode pregar salvação e edificar os salvos, mas não pode salvar. A Igreja pode pregar, exortar, repreender e admoestar contra o pecado; ela pode proclamar o perdão do pecado e dar uma definição teológica para o pecado, mas não pode expiar o pecado. (R. C. Sproul)

Nenhuma pessoa da história tem provocado tanto estudo

 

Nenhuma pessoa da história tem provocado tanto estudo, crítica, preconceito ou devoção como Jesus de Nazaré. A poderosa influência deste homem torna-o um alvo primordial para as flechas do criticismo e um excelente objeto de revisão, de acordo com o preconceito do intérprete. Portanto, o retrato do Jesus histórico tem sido alterado para satisfazer as imaginações daqueles que buscam colocá-Lo ao lado deles, buscam torná-Lo um aliado nas inúmeras causas em que militam, muitas das quais são mutuamente exclusivas. (RC Sproul)

Ressurreição como a base da crença e experiência cristã

O evangelho se baseia na crucificação e ressurreição "de acordo com as Escrituras". Paulo era significativo entre esses “como a um nascido prematuramente” (1Co 15:3-8), referindo-se a seu encontro com o Cristo exaltado na estrada para Damasco (At 9:1–9). Em Cristo, todos serão vivificados, em ordem, até a destruição do último inimigo — a morte (1Co 15:20–26). Nesse ínterim, os crentes devem “sofrer com ele a fim de que sejamos glorificados com ele” (Rm 8:17; Fp 3:9–10). Isso significa que eles devem "andar em novidade de vida como escravos da obediência e da justiça pela graça de Deus (Rm 6). No Espírito de Cristo, os crentes foram adotados na família de Deus como co-herdeiros de Cristo (Rm 8) até que ele venha novamente (1Jo 3:1-3). Hebreus incentiva os crentes a se concentrarem em Jesus, “o autor e consumador de nossa fé, que pela alegria que lhe estava proposta suportou a cruz, desprezando a vergonha, e se assentou à destra do trono de Deus (Hb 12:2 NIV).

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Os procedimentos da justificação (Rm 3.21–26)


Deus transforma pecadores em pessoas justas. Como? Ao fazer todos nós justiça de Deus em Cristo (2Co 5.21), também fez com que muitos se tornassem justos (Rm 5.19) ao dar aos cristãos o dom da justiça (v. 17). Esse procedimento ocorre por meio de cinco passos, conforme detalhado na passagem principal da justificação, Romanos 3.21–26. 

1. O plano (Rm 3.21). O plano de Deus em prover a justiça necessária está centrado em Jesus Cristo. Era algo separado da Lei. A construção gramatical não inclui artigo, indicando que ele não estava somente alheio à Lei mosaica, a qual não podia lhe proporcionar essa justiça (At 13.39), mas também de todas as complicações legais. “Manifestou-se” (passado) na encarnação de Cristo, e os efeitos dessa grande intervenção na história continuam até hoje. É algo constantemente testemunhado pela Lei e pelos profetas, que testificaram a vinda do Messias (1Pe 1.11). Portanto, o plano está centrado em uma pessoa. 

2. O pré-requisito (Rm 3.22). A justiça vem mediante (dia, em grego) a fé no Messias revelado, Jesus Cristo. O Novo Testamento jamais afirma que somos salvos por causa da fé (seria preciso usar dia com o acusativo). Ele sempre mostra a fé como o canal pelo qual recebemos a salvação (dia com o genitivo). Porém, para ser efetiva, a fé deve ter um objeto correto, ou seja, a fé salvadora é a fé em Jesus Cristo. 

3. O preço (Rm 3.24–25). O preço pago claramente foi o sangue de Cristo. Para ele, o custo foi o maior de todos. Para nós, o benefício vem gratuitamente (a mesma palavra grega traduzida como “sem motivo” em Jo 15.25), ou seja, não havia motivo em nós, foi somente pela graça divina. 

4. A posição. Quando uma pessoa crê em Jesus, ela é colocada “em” Cristo. Isso a faz ser justa. Fomos feitos justiça de Deus em Cristo. Somente essa justiça sobrepõe-se a nossa condição de desesperança e de pecaminosidade, estando à altura das exigências da santidade de Deus. 

5. O pronunciamento (Rm 3.26). A justiça de Cristo, que nós possuímos, não apenas supre as exigências de Deus, mas também faz com que Deus nos justifique. Somos justos de fato, portanto nosso Deus santo pode continuar sendo justo e justificar todo aquele que crê no Senhor Jesus. Logo, ninguém pode cobrar coisa alguma dos eleitos de Deus, pois aos olhos de Deus somos justos, por estarmos em Cristo. Somente por isso Deus pode nos justificar. (Charles Caldwell Ryrie)

PROVIDÊNCIA DIVINA.

Providência divina é a expressão teológica usada para se referir à supervisão de Deus sobre sua criação. Isso pode ser visto em termos de preservação, cooperação ou concordância, e governo. 

1. Preservação é a regulamentação ininterrupta da criação por meio de leis naturais. A constância da vontade de Deus possibilita a constatação das leis e o trabalho das ciências naturais, cujas teorias representam abordagens dos princípios divinos estabelecidos na criação. Cada criatura desempenha uma função designada por Deus e para ser exercida em dependência a ele. A preservação de Deus permite uma combinação de todas as formas existentes. Contudo, a criação, outrora perfeita, agora está sujeita à corrupção (Rm 8.20). 

2. Cooperação ou concordância assevera que Deus é causa de toda ação sem negar que a criatura também seja causadora de suas próprias ações. Deus é a primeira causa de toda ação, e a criatura, a segunda. Assim, Deus causa o levante do sol, e o sol se levanta. Deus participa também de todas as decisões humanas sem contrariar a vontade do homem. Ele é instigador de todo bem (Tg 1.17). Nos incrédulos, Deus opera a justiça externa ou civil mediante a lei escrita nos seus corações (Rm 2.14). Nos crentes, Deus origina os bons pensamentos, a capacidade de realizá-los, e as ações (Fp 2.13). Deus não é o causador do mal, nem o pode ser; a maldade é, por definição, aquilo que se opõe a Deus e assim não é aprovado por ele. A obra expiadora de Deus em seu Filho é com intuito de vencer o mal. O mal não é absoluto, mas está sujeito a Deus. Conquanto não o erradique, forçosamente, ele o dirige, suprime o mal e usa até o mal para o bem final (Gn 50.20).

3. Governo é a direção divina de tudo o que existe para a consecução dos seus alvos. Para Deus, todas as coisas acontecem por necessidade, sendo por ele determinadas. Os cristãos reconhecem que Deus dirige o mundo para o seu bem (Rm 8.28). A direção predeterminada de todas as coisas é racionalmente irreconciliável com a capacidade do homem para mudá-las. O homem é uma criatura moral responsável por suas tomadas de decisões e pelas suas conseqüências. Assim mesmo, sua vontade é o instrumento de Deus para os seus próprios propósitos. Jesus morreu em função do plano predeterminado de Deus (Ef 1.3–14), conquanto seus executores permaneçam sendo responsáveis pelo seu ato (At 4.27). Judas é responsável por ter traído Jesus, ainda que Deus tenha ordenado suas ações (Mt 26.24). A oração pressupõe a possibilidade real de que Deus pode mudar o futuro (Tg 5.16). Ezequias orou pedindo que Deus estendesse sua vida (2 Rs 20); contudo, é Deus quem decide o comprimento da vida do homem (Jó 14.5). 

4. A providência é negada pelo fatalismo e pelo casualismo. O fatalismo, principal idéia do estoicismo, diz que tudo é inevitável, incluindo a decisão moral. Isso retira do homem a responsabilidade ética e faz que a resignação seja uma atitude correta em face do inevitável. O maniqueísmo, o taoísmo (q.v.) e o islamismo são também fatalistas. O interesse contemporâneo em horóscopos reflete uma forma de fatalismo na qual os sinais do zodíaco determinam a personalidade e o destino. O casualismo diz que tudo acontece por acaso. O epicurismo é sua expressão clássica; o mundo se juntou por acaso e continua sem direção. Isso resulta, logicamente, no ateísmo ou no agnosticismo. 

5. Os cristãos crêem que Deus dirige todos os eventos para sua glória e seus propósitos, e que responsabiliza o homem, pessoalmente, por seus atos. Os cristãos, em sua decisão constantemente, se alinham com os alvos de Deus revelados em Cristo.  (David P. Scaer)

Coisas com as quais se possa brincar

Morte e eternidade, juízo e inferno não são coisas com as quais se possa brincar; o destino eterno da alma não é um assunto qualquer, e a salvação por meio do precioso sangue de Cristo não é uma bagatela. Os homens não são salvos de irem parar no abismo somente por fazerem um pequeno sinal com a cabeça ou com os olhos. (C. H. Spurgeon)

Deus é quem opera a nova vida no ser humano

Não se trata de uma mera reforma na vida, de uma mera reforma no caráter, nos costumes, mas ocorre um novo nascimento. Não é obra do homem, não é obra da carne, não é obra do sangue, não é obra da vontade do homem, não tem nada a ver com aquilo que o homem possa produzir por sua vontade, pelo poder humano. Não! O que vem a Cristo pela fé nasce do Espírito Santo, pela ação poderosa do Espírito Santo! (Itamir Neves e John Vernon McGee)

NUNCA DEVEMOS ESQUECER

 

Nunca devemos esquecer as solenes palavras da Epístola aos Hebreus: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações” (Hb 10.25). Obedeçamos a essa exortação, enquanto vivermos. E, mesmo em face de boa ou má reputação, sejamos freqüentadores regulares da adoração pública. Não atentemos ao mau exemplo de outros ao nosso redor, os quais roubam de Deus o seu dia e jamais vão à sua casa, desde o começo até ao fim do ano. Vamos à adoração apesar de todo o desencorajamento. E não tenhamos dúvida de que, no decorrer da vida, isso nos faz bem. Comprovemos que estamos preparados para o céu por meio de nossos sentimentos para com as congregações terrenas do povo de Deus. Feliz é o homem que pode dizer como Davi: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor”; “Prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade” (Sl 122.1; 84.10). (J. C. Ryle)

AS AFIRMAÇÕES DA ESCRITURA SOBRE SI MESMA

 

Na própria Bíblia, encontramos inúmeras afirmações e inferências de que as Escrituras são completamente verdadeiras em tudo que dizem:

• Números 23:19:Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” Se Deus é totalmente verdadeiro e a Bíblia é a comunicação de Deus para a humidade (Hb 1:1–3), segue-se que a Bíblia, como Palavra de Deus, é completamente verdadeira.

 • Salmos 12:6: “As palavras do Senhor são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes”. Salmos e Provérbios são cheios de repetidos louvores acerca das perfeições da Palavra de Deus. Veja, em especial, o Salmo 119.

 • 2 Timóteo 3:16: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”. Esse versículo assevera que, embora a Bíblia tenha autores humanos, as palavras que escreveram têm de ser atribuídas, em última análise, à inspiração de Deus. 

• 2 Pedro 1:21: “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”. Outra vez, esse versículo nos lembra que cada palavra escrita na Bíblia é a palavra exata cuja escrita Deus tencionou.

 • João 10:35: “A Escritura não pode falhar”. No ensino e nos debates, Jesus apelou repetidas vezes para as Escrituras do Antigo Testamento, com a suposição clara de que esses textos eram totalmente verdadeiros em tudo que relatavam. Jesus fez referência a muitas pessoas e incidentes do Antigo Testamento, admitindo a fatualidade de todos os detalhes. Embora, com frequência, Jesus tenha censurado entendimentos distorcidos da Bíblia, nunca questionou a veracidade das próprias Escrituras. Como Jesus (conforme relatado nos evangelhos), todos os autores do Novo Testamento são unânimes em sua citação do Antigo Testamento como uma obra historicamente exata.

 • Hebreus 1:1–2: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”. Se a revelação antecipatória de Deus (o Antigo Testamento) era totalmente verdadeira (“havendo Deus, outrora, falado”), então, com muito mais razão, a culminação da revelação de Deus em Cristo deve ser recebida como totalmente confiável e autoritária. (Rob Plummer).

JESUS FOI ENTREGUE

Jesus foi entregue nas mãos dos soldados romanos como um criminoso condenado à morte. Aquele perante quem, algum dia, a humanidade inteira terá de se apresentar e ser julgada permitiu-se ser injustamente sentenciado e entregue nas mãos de homens iníquos. E por quê? Para que nós, pobres e pecaminosos filhos dos homens, ao crermos nele, sejamos libertados do abismo de perdição e dos tormentos do inferno; a fim de que sejamos livres de toda acusação, no Dia do Julgamento, e sejamos apresentados inculpáveis diante do Pai, transbordantes de alegria. (J. C. Ryle)

terça-feira, 17 de março de 2026

Deus ordena obediência perfeita a toda a lei

 

É verdade que Deus ordena obediência perfeita a toda a lei, de modo que por uma simples transgressão me exponho a julgamento. O pecado mais insignificante me expõe à ira de Deus, pois no menor dos pecados sou culpado de traição universal. Na menor transgressão, eu me coloco acima da autoridade de Deus, insultando sua majestade, sua santidade e seu direito soberano de governar-me. O pecado é um ato de revolução no qual o pecador procura remover Deus de seu trono. O pecado é uma presunção de arrogância suprema, no fato de que a criatura ostenta sua sabedoria acima da do Criador, desafia a onipotência de Deus com a impotência humana e procura usurpar a autoridade legítima do Senhor do universo. (R. C. Sproul)

A possessão mais inestimável da raça humana.

 

A Bíblia é a possessão mais inestimável da raça humana. Por que? Porque ela é o livro que veio de Deus, que contém a revelação de Deus ímpar e completa, para o homem. Devido à própria natureza do caso, a Bíblia precisa ser inerrante, infalível e eterna. E ela é! Tais prerrogativas são satisfatoriamente provadas por muitas evidências. Através dos séculos, uma grande multidão de homens e mulheres colocou toda a sua confiança na veracidade da Bíblia. Alguns foram mortos porque não renunciaram a essa confiança. Muitos mais viveram piedosa e abnegadamente, devido aos seus preceitos. Ela se levanta muito acima de qualquer outro livro. Ela convida à investigação. Ela desafia qualquer teste. Ela é inatingível pela destruição. Ela é aplicável a qualquer raça. É perene em sua atração. É o Livro dos livros, vindo do Rei dos reis. (Guilherme W. Orr)

A Origem do Universo

No universo existe um número de estrelas maior do que o número de todos os grãos de areia de todas as praias e de todos os desertos do planeta Terra. O Sol, por exemplo, é uma estrela de quinta grandeza. Ele possui um diâmetro de 1.390.000 km. Sua massa é de 2 × 1030 kg. Ele transforma 4 milhões de toneladas de matéria em energia por segundo! Só esses números deixam qualquer pesquisador completamente perplexo. Infelizmente, poucos conseguem ver a dificuldade enfrentada pelas teorias que propoem uma origem natural e espontânea do universo. A teoria do Big Bang, por exemplo, se encontra nesse empasse. Segundo essa teoria, o universo teria vindo a existência por meio de “leis físicas estranhas e desconhecidas”. Mas essa é justamente a definição científica para milagre: a atuação de leis físicas estranhas e desconhecidas. Alguns alegam que um dia essas leis serão descobertas e então o Big Bang deixará de ser uma teoria. Mas enquanto isso não acontecer, a teoria continuará necessitando de um milagre para que um Big Bang seja a causa da existência do universo. O universo só é o que é pelas leis que o regem. E essas leis não foram criadas pela natureza! (Adauto Lourenço)

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